A temperatura ambiente em Braga esteve hoje agradável, com os termómetros a não ultrapassarem a fasquia dos 30º, favorecendo o espectáculo proporcionado por mais de uma centena de pilotos, repartidos por várias classes, nesta quarta das sete jornadas do "Nacional" de Velocidade – MOTOSPORT VODAFONE.
O líder da classe Stocksport 1000, Luís Carreira, compareceu aqui para uma jornada de sacrifício, pois ainda está em convalescença de lesão no pé direito. Devido a essa limitação física Carreira não ofereceu o rendimento habitual, mas cumpriu o objectivo de manter o comando no Campeonato, agora só com 2 pontos de vantagem sobre Tiago Magalhães. Isto porque embora José Leite tenha ganho hoje as duas corridas da "classe-rainha", no Campeonato ocupa apenas a 4.ª posição, pois não participou na jornada inaugural da competição.
Com 14 pilotos em pista, José Leite foi o único comandante da primeira manga de Stocksport 1000 e venceu destacado, com a novidade do seu colega de equipa, Tiago Dias, ter conseguido o melhor desempenho da época ao ser 2.º. Tiago Magalhães ficou em 3.º, seguido por Luís Carreira. Este ainda ocupou o 2.º posto durante as primeiras oito voltas, mas depois teve de moderar o ritmo devido às dores no pé lesionado. Carlos Ferreira acabou no 5.º lugar que manteve sempre, e em 6.º chegou Sérgio Batista, a cumprir aqui a sua primeira corrida nesta temporada.
A segunda manga teve pouca história. José Leite voltou a dominar os acontecimentos para outro triunfo sem contestação, tal como desta vez Tiago Magalhães foi o único ocupante do 2.º lugar. Luís Carreira rodou sempre no 3.º lugar em que acabou, suportando na ponta final a pressão exercida por Tiago Dias.
Na classe Stocksport 600 André Carvalho continua invicto no Campeonato, mas teve de aplicar-se para contrariar a oposição de Fernando Costa. Entre 10 pilotos, Carvalho liderou durante a primeira metade da corrida, mas depois Costa passou para a frente. Na penúltima passagem André lançou um ataque decisivo, recuperando o comando para vencer com 1 segundo de vantagem sobre o rival. Muito interessante foi também a luta pelo 3.º posto, com Ruben Nogueira a suportar forte pressão exercida por José Monteiro, acabando separados apenas por 230 milésimos de segundo.
António Gonçalves averbou a sua segunda vitória consecutiva em provas do Troféu Promoto 1000, cruzando a meta destacado da concorrência. Todavia, se Gonçalves comandou todo o tempo o pelotão de 18 pilotos, já para o 2.º posto houve luta cerrada. Esse lugar foi sucessivamente ocupado por Nuno Nogueira, Paulo Brandão e Sandro Carvalho, acompanhados de perto por Mário Alves. Na décima terceira volta Carvalho perdeu terreno ao fazer uma passagem pela linha das boxes, sendo esta a penalização resultante de falsa partida. Na oportunidade, Paulo Brandão recuperou o 2.º lugar que manteve até final, seguido por Nogueira, Alves e Carvalho.
Muito interessante foi também a prova do Troféu Promoto 600, disputada por 20 concorrentes. Ruben Nogueira andou na frente durante dois terços da corrida, a partir da quarta volta seguido por Francisco Castro. Estes pilotos travaram uma acesa batalha nas últimas sete voltas, com Castro a resistir no comando durante as últimas quatro, acabando separados apenas por 1,2s. Mais atrás, outro animado despique aconteceu entre Tiago Cleto e Romeu Leite, alternando no 3.º lugar que acabou por pertencer a Cleto, mas só com 1,4s sobre o opositor.
Em 85cc alinharam 13 pilotos, Fábio Lopes andou sempre na frente e ganhou, registando 5,5s de avanço relativamente a João Lopes. Este iniciou a acção apenas no 5.º posto, mas a meio da corrida conseguiu ascender à 2.ª posição que manteria até final, enquanto Hélder Bessa completava o pódio.
Nas Motos Clássicas, entre 12 participantes o espanhol Javier Esteban dominou as operações a seu bel-prazer, tanto que cruzou a meta 51 segundos mais cedo que os perseguidores imediatos. Estes foram David Gonçalves e António Machado, apenas separados por 110 milésimos com vantagem para Gonçalves. Em 4.º ficou Carlos Santos, que tinha mantido o 2.º lugar até à antepenúltima volta. O melhor representante da Classe C1 foi Javier Lopez, no 6.º lugar absoluto, seguido pelo único da C2 João Leandro.