É mais que justo começar a notícia pelo Moto Clube de Faro. Disponibilizaram centenas de metros de barreiras, mesas e bancos para todos, a sede para armazém dos milhares de t-shirts e bonés e colocaram veículos e pessoas à disposição da FMP. Até a sua sede serviu de "cantina" ao grupo organizador. E que boas estavam as refeições. Uma delas foi... adivinharam: jardineira. A organização começou a comê-la um dia antes. O Moto Clube de Faro impressiona pela capacidade logística, pelo força de colocar tudo em movimento. Não há hesitações, tudo se resolve num ápice! Muito obrigado.
Também de Faro, o 12º Lés-a-Lés Moviflor teve o apoio do Clube Moto Malta de Faro. Fizeram o controlo nº 1, o mais longo de todos, já que para o prólogo a caravana esticava-se pelo dobro do tempo das etapas pois as equipas partiram de 40 em 40 segundos. Passaram a tarde inteira do feriado do Corpo de Deus diante da igreja de Estoi, onde tiveram oportunidade de travar conhecimento com todos os participantes. Esperamos que tenham gostado da experiência.
A manhã da 1ª etapa começou com a imaginação do Moto Clube de Albufeira. Pela terceira vez com a responsabilidade de animarem a travessia a vau da ribeira do Vascão (sempre em locais diferentes) este divertido clube algarvio surpreendeu-nos com a "Auto-lavagem Lontra Azul". Tinham uma engenhosa mangueira que deitava água, os produtos de limpeza e as esfregonas. Lavaram a frente da moto a toda a gente! Boa malha, este controlo nº 2!
Diante da cubense estátua a Cristóvão Colon surgiam quatro personagens de vestes históricas e quinhentistas. De alicate em punho, tinham pronúncia do norte pois eram do Moto Clube do Porto. Tão longe de casa? Faziam parte da grande equipa portuense que tinha assegurado o bom funcionamento das verificações técnicas e documentais e entrega dos materiais na véspera em Faro. Assim, ao regressarem à Invicta foram-se "emboscando" a pedido da FMP. Pela mesma razão, outros cinco elementos deste dinâmico motoclube portuense envergavam vestes romanas conforme exigia o cenário da ponte milenar de Vila Ruiva, também no concelho de Cuba. Foram os controlos 3 e 4. E obrigado pela alegria!
E já que nos mantemos sob o signo da boa-disposição, vamos falar do Almansor Motor Clube, associação que faz vibrar Sto Estevão. Dois valorosos homens picaram as 1146 tarjetas na passagem a vau do rio Almansor. E acima de tudo incentivaram e ajudaram a caravana de 1300 motociclistas a passar o curso de água com distinção. Pouco adiante, no coração de Sto Estevão, a população recebia de braços abertos (e com bifanas, frutas, sumos, bolos...) a gigantesca caravana. E antes já tinham montado a paródia na "Monumental" de Sto Estevão, arena pequenita onde uns cornos com rodas perseguiam furiosamente os motociclistas incautos. E também havia alicate à porta. Foram estes os controlos 5 e 6. O apoio deste clube ribatejano esticou-se ainda à entrada da ponte pedonal sobre o Sorraia em Benavente. Era necessário avisar os side-cars de que não puderiam entrar na travessia pois um gancho no fim encrencaria o evento. E de que não se podia parar a moto na parte pênsil da ponte. Como nem todos lêem os road-books (e depois fazem perguntas e comentários escusados) preveniu-se com elementos do Almansor MC. Um grande Bem Haja!
O caricato aconteceu no controlo 7, nos meandros rurais de Arruda dos Vinhos, a cargo do Moto Clube de Almada. A equipa zero que rola meia hora antes dos participantes entregou à hora e local combinado os alicates, t-shirts, dorsais, bonés, bandeira Moviflor e placas aos motociclistas de plantão. O controlo correu às mil maravilhas. Quando o "desorganizador-mor" chega quase no fim da caravana e lhes entrega os agradecimentos e uma lembranças em forma de bandeira, estes mostram ainda mais satisfação realçando nem serem da organização e que estavam ali por gosto às motos. Conclusão: os elementos do MC Almada, habituados há seis anos a fazerem controlos secretos do Lés-a-Lés na segunda etapa, aos sábados, nem se lembraram que este Lés-a-Lés rumava de sul para norte. Valeu o entusiasmo dos dois populares por coincidência à hora certa no local certo. Grandes homens!
O controlo 8 aconteceu na loja de Rio de Mouro da Moviflor. Uma incursão rápida no reboliço metropolitano que valeu pelo aperitivo na loja de mobiliário e simpatia das funcionárias. Obrigado.
A jogar em casa, o Moto Clube Motards do Ocidente primou nas vestes e cenários. Escolheram o portão do Palácio da Pena para furar tarjetas no buraco 9 ao fim da tarde de 6ª feira e vestiram-se a rigor com bonitos trajes, perucas e chapéus do séc. XVIII. Muito bem!
Mais popular foi o controlo 11 (a própria FMP tinha montado o nº 10 na partida em Sintra) que animou a madrugada seguinte, também a cargo deste clube ocidental. Em plena região saloia, nas Azenhas do Mar, os Motards do Ocidente não só levaram motociclistas saídos do mundo rural. Levaram galinhas, patos, cabritos e um... burro! Não lhe faltava a carroça e o dorsal do Lés-a-Lés! Palmas para este clube!
Pelo meio destes controlos houve uma chegada e partida de Sintra. O Moto Clube de Sintra está também de parabéns! Auxiliou a FMP nos contactos com a edilidade local e esteve de pedra e cal (noite fora e madrugada) não só na Praça D. Fernando II onde o palanque estava instalado como colocaram elementos em todas as mudanças de direcção encaminhando com grande pinta a caravana até ao local do jantar. Espectáculo! Obrigado!
E depois há associaçães que também auxiliam os motociclistas. Um grande abraço à Associação Recreativa de Vale Benfeito. Nunca tantas motos haviam passado pela aldeia. Entregaram com afinco 1300 sacas de reforço alimentar! Uma festa.
Estamos no início da longa 2ª etapa. No cume do Montejunto, a 666 metros de altitude, encontramos as enregeladas "saloias" do MC Porto, que continuavam a sua peregrinação para a foz do Douro. O calor humano dos participantes aqueceu os motociclistas/lavradores entre as ruínas do Convento da Sra das Neves, onde estava a placa 12. E por falar em peregrinação, a caminho de Fátima, sugiram homens e mulheres de pés entrapados, coletes reflectores e bengalas. Mas a fé desta gente era no alicate nº 14. Veteranos do Lés-a-Lés, estes entusiastas do MC Porto arrefeceram os aceleras cumprindo o que o regulamento pede: Não se picam equipas adiantadas! O Lés-a-Lés não é uma corrida!
E o 13? Estava a meio, na grande surpresa surgida em Rio Maior. E das boas. As marinhas de sal oferecem imagens únicas. O Moto Clube de Rio Maior juntou-se à festa, ganhou bolhas nas mãos de tanto picar e encaminhou a caravana. Muito Obrigado!
E quem nos proporcionou a abertura total das salinas, colocando trabalhadores vestidos a preceito com trajes de antanho? Os responsáveis pela Cooperativa Agrícola de Produtores de Sal de Rio Maior