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Em [ Portugal de Lés a Lés ]

12º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor 3 a 5 de Junho 2010 - Faro-Sintra-Porto
Porto e a apoteose do Lés-a-Lés

A letra de Carlos Tê, celebrizada pela voz de Rui Veloso na música Porto Sentido, é das mais bem conseguidas descrições da Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto, conforme reza o brasão do burgo que história aponta ter surgido no Paleolítico Superior, cerca de 1000 anos a.C. Uma música que retrata, de forma fidedigna, a imagem que os aventureiros vão guardar da chegada ao final do 12º Lés-a-Lés Moviflor...
[31-05-2010 22:56:10]

 

Quem vem e atravessa o rio

junto à serra do Pilar

vê um velho casario

que se estende até ao mar


Quem te vê ao vir da ponte

és cascata são-joanina

erigida sobre um monte

no meio da neblina.


Por ruelas e calçadas

da Ribeira até à Foz

por pedras sujas e gastas

e lampiões tristes e sós.


Esse teu ar grave e sério

dum rosto de cantaria

que nos oculta o mistério

dessa luz bela e sombria


Com uma história que ocupa milhares e milhares de páginas, o Porto é, porém, muito mais que isso. E será, para os 1300 mototuristas que se vão lançar na aventura do 12.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor o porto mais desejado, final de um maratona de acentuadas dificuldades por força um percurso muito exigente de 14 horas, moídas e rebuscadas desde Sintra.


E que, por isso mesmo, terá na chegada ao Centro Histórico, um momento de particular satisfação, numa cidade que tão bem sabe receber os forasteiros. Entrada que, sem ser a mais marcante, sem a força da espectacular paisagem que se desfruta do outro lado do rio Douro, levará os aventureiros ao Património Cultural da Humanidade, declarado pela UNESCO em Dezembro de 1996, e que engloba o tecido urbano marcado pelas origens medievais da cidade, abrangendo áreas das freguesias da , de São Nicolau, da Vitória e de Miragaia. Possibilidade ímpar de observar um conjunto urbano que se apoia no velho casco medieval, proporcionando imagem única de coerência e de homogeneidade. Um exemplar único de paisagem urbana dotada de qualidade estética, vincada identidade e forte carácter, atributos que se reflectem nas gentes do Porto, nos orgulhosos tripeiros.


Uma alcunha de enorme peso histórico, justificado pelos sacrifícios que os habitantes da cidade fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415, para a conquista de Ceuta. A população do Porto deu aos expedicionários toda a carne disponível, ficando apenas com as tripas para a alimentação, tendo com elas confeccionado um prato saboroso que hoje é menu obrigatório em qualquer restaurante.


Prato por excelência da cidade, verdadeiro ex-líbris capaz de pedir meças à Torre dos Clérigos, as Tripas à Moda do Porto são imperdíveis para o visitante, marco indelével de uma tradição culinária variada e rica.


Por isso tentem adivinhar o que os 1300 aventureiros do Lés-a-Lés vão jantar após subirem ao palanque de chegada...


A "tripalhada", entre muitos outros pitéus, é acompanhado no menu pelo Bacalhau à Gomes de Sá, também nascido no Porto (em casa ribeirinha por onde as motos passarão), ou a inimitável francesinha. Das bebidas destaca-se, com internacional naturalidade, o Vinho do Porto, produzido na região vitivinícola do Alto Douro, a mais antiga região demarcada do Mundo, e exportado para todo o planeta a partir das caves que se situam na margem esquerda do rio Douro, bem à vista do percurso do Lés-a-Lés.


Voltando à história, registe-se a falta de consenso quanto ao surgimento do núcleo da antiga cidade, ditando a discussão de Cale e Portucale. Cale (Calem) aparece no Itinerário de Antonino (séc. II. d.C.) e terá sido, segundo alguns historiadores, o ponto de passagem entre as duas margens do Douro encerrando o sentido de abrigo, isto é, de porto. A Cale, os romanos juntaram portus (Portuscale, Portucale), povoação talvez situada no morro do Corpo da Guarda, na área mais tarde designada Cividade, perto do local onde hoje se ergue a Sé, então designado por morro de Pena Ventosa.


Local de especial relevo, conferido pelas imensas descobertas arqueológicas e que encerra outra das possíveis explicações para o nome. O étimo (Cal) significa pedra, rocha, lugar elevado e rochoso, a que os romanos terão juntado Portus, criando Portucale, ou seja o Porto de Cale, junto do rio Douro. Alguns séculos mais tarde, desde o primeiro quartel do séc. XII, a cidade passa a designar-se unicamente por Portus.


De verdade histórica indiscutível, é a existência de dois muros defensivos no Porto, ambos medievais: A muralha dita sueva (cerca velha) e a muralha  fernandina  (cerca nova), das quais existem ainda hoje vestígios e junto à qual rolarão as 1200 motos após a longa maratona de dois dias desde Faro.


Situam-se nos mais recuados séculos da idade média a época em que se ergueu a primeira muralha em volta da cidade no modesto povoado castrense  no alto do morro da Pena Ventosa. Atribui-se aos Reis Suevos, a construção dessa primitiva cerca e terá sido sobre os alicerces dessa fortificação sueva, arrasada pelo chefe mouro Almançor (que dá nome ao rio que atravessaremos na 1ª etapa) em 825, que o Gascão Moninho Viegas, (trisavô de Egas Moniz), ajudado pelos cristãos, no tempo da Reconquista, mandaria reconstruir os muros do burgo. 


Na acção da reconquista  do território aos mouros, conhecida como Presúria do Porto, (no ano de 868), foi importante o papel do Conde de Vimara  Peres, considerado pelos historiadores o "restaurador da cidade de Portucale e fundador da terra portucalense", recordado desde 1968, na estátua equestre erguida junto à Sé Catedral.


Designada também Castelo do Porto em muitos documentos antigos, a cerca velha, data pois, da Alta Idade Média e existia ainda em 1120, aquando da doação do Burgo Portucalense ao Bispo D. Hugo. De facto, no documento de doação de D. Teresa, referem-se territórios extra muros, que integravam, para além do castelo propriamente dito, o couto doado ao primeiro bispo da diocese definitivamente restaurada. Esta cerca primitiva, erguia-se no morro da Pena Ventosa, à volta da Sé e de algumas construções que formavam o núcleo do primeiro burgo portucalense. Ponto de partida para aquilo que hoje é a cidade do Porto.


E será este o ambiente que se vai viver no final do Lés-a-Lés mais concorrido de sempre.


A FMP idealizou um traçado histórico e monumental pela cidade, fugindo a semáforos e ruas descaracterizadas.


A partir das 19.45h, a cidade do Porto começa a ser invadida pelas 1200 motos vindas da estrada de Entre-os-Rios e rotunda do Freixo. Abordarão o centro histórico pela marginal, praça da Ribeira, Muro dos Bacalhoeiros, Rua da Reboleira e Alfândega, subirão a Restauração à Cordoaria e Clérigos para finalmente descer aos Aliados e terminar em apoteose diante da Câmara Municipal.


Prevê-se que a chegada seja ininterrupta até às 24 horas, tal a quantidade de homens e mulheres, portugueses e estrangeiros, em grandes e pequenas máquinas, vão fazer a festa na sala de visitas da Invicta.


Como vai ficar a Praça General Humberto Delgado? Ainda para mais há a Feira do Livro e um ecrã gigante a postos para o Mundial... temos de caber todos!


Já confirmaste os teus horários?


Voltamos a recordar a importância de saberes a tua hora exacta de entrada no parque das verificações técnicas em Faro.


Revê todos os pormenores na notícia nesta página dedicada ao 12.º Lés-a-Lés/Moviflor.


A Comissão de Mototurismo da FMP está a fazer um grande esforço no sentido de te proporcionar um dia agradável em Faro, a 3 de Junho.


Transmite aos teus amigos a importância dos horários.


Partida do Prólogo em directo na TV


Já disseste à avó, ao vizinho e ao gato que vais aparecer em directo na TV?


Se és participante no 12.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor irás ter 40 segundos de tempo de antena na partida do prólogo algarvio, na 5ª feira, 3 de Junho, através da www.digitalmaistv.com


Esta televisão digital algarvia filmará ainda as verificações técnicas e documentais, a entrega de materiais e todo o circo montado no Largo de S. Francisco, bem como o jantar de abertura do evento, no mesmo local da cidade de Faro.


Estas imagens serão editadas e colocadas on-line num espaço de 24 horas.


Mas a partida do prólogo será mesmo em directo.


Relembramos que a equipa nº 1 parte às 11.00h e de 40 em 40 segundos as 570 equipas irão para a estrada.


Revê o teu horário de partida e divulga a notícia!








Metade da caravana vai ver a Ribeira assim


E a outra metade vai ver assim


Metade da caravana vai ver a Rua da Reboleira assim


E a outra metade vai ver assim


Metade da caravana vai ver o Porto assim


E a outra metade vai ver assim


Metade da caravana vai ver a Câmara do Porto assim.


E a outra metade vai ver assim


E assim terminará o Lés-a-Lés Faro Sintra Porto

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