Rol de inscritos que, respeitando a ordem de entrada das inscrições na sede da FNM, é aberto por duas senhoras de vetusta idade – duas Indian Scout que, juntas, perfazem mais de 160 anos! – que, tal como outras clássicas, ciclomotores, sidecars e scooters de pequena cilindrada, tiveram o privilégio de passar para a frente do pelotão. A que se seguem todos aqueles que tiverem o merecido prémio por se deslocarem à Loja da Moviflor, em Sintra, a 18 de Janeiro, para a apresentação da 10.ª edição do Portugal de Lés-a-Lés.
Estes serão, afinal, os responsáveis por abrir a estrada à longuíssima caravana, recebendo os primeiros acenos das populações visitadas, mas serão também os mais madrugadores, principalmente na 2ª etapa, a interminável ligação de Coimbra a Sagres que promete ficar na memória de todos os participantes, com arranque da cidade dos estudantes a partir das 6 horas!
Uma «grelha de partida» de 430 equipas, de duas motos cada, que demorará duas horas e vinte e três minutos a arrancar do palanque instalado diante do Domus Municipalis, em Bragança. Caravana tão longa que obrigou a organização a espaçar as equipas a intervalos de apenas 20 segundos contra o meio minutos de anos anteriores.
Dos primeiros dados do estudo estatístico da maior lista de inscritos de sempre do Lés-a-Lés ressalta a maioria de modelos da Honda e BMW e um excelente quinto lugar para a Vespa, mas o destaque maior vai para o brilhantismo da equipa número 1. Duas belíssimas Indian Scout 600, uma de 1923 e outra de 1925, e que da melhor forma estreiam o «Lés-a-Lés – Clássicas». Há ainda uma terceira, mais recente, de 1928, estando a ser meticulosamente preparadas pelo mago António Sousa, na oficina particular de José Artur Campos Costa, em Vila Nova de Famalicão.
Lista que conta com muitas outras preciosidades mais modernas (Honda CB 750, Kawasaki H1, BMW R 50, Norton Manx, Heinkel Tourist, etc, etc) e que terá forte cariz internacional, conferido não só pela passagem em França (simpática aldeia no Nordeste Transmontano…) como, sobretudo, pela presença de motociclistas alemães, espanhóis, angolanos, turcos e mesmo sul-africanos. Um evento que, decididamente, ultrapassou fronteiras, despertando a curiosidade aventureira de todo o Mundo… motociclístico.