A aventura começa, já se sabe, na quinta-feira, feriado consagrado ao Corpo de Deus, com as verificações técnicas e documentais, na cidadela de Bragança e com o belíssimo e muito prazenteiro prólogo, com 64,7 quilómetros de extensão pelas bem tradicionais aldeias de França (o que dará um toque internacional ao evento…), Aveleda, Varge, Rio de Onor, Guadramil e Gimonde.
Aperitivo para um dos pontos altos do 10.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor, materializado na secção matinal da primeira etapa, entre Bragança e Figueira de Castelo Rodrigo, com cerca de 186 quilómetros incluindo fabulosos panoramas no Parque Natural do Douro Internacional, alternado com monumentos antiquíssimos em Algoso e Azinhoso, por exemplo. Depois da travessia de Trás-os-Montes, a ligação à cidade dos estudantes será feita pela monumentalidade de Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Celorico da Beira e ainda através da N17, a conhecida estrada das Beiras, com bem conseguida entrada em Coimbra, através de inusitadas paisagens, num dia que totalizará 419,3 quilómetros, sendo 8,7 km em estradões de terra.
Numa das edições do Lés-a-Lés que contará com melhores e mais rápidas estradas, com bons tapetes de asfalto e bem marcadas (sinal, também, da evolução…) a percentagem de troços de terra não chega aos seis por cento e, sublinhe-se, todos em bom estado de conservação. Não se pense, porém, que tão reduzida extensão de caminhos rurais – apenas 57,9 km no total! – minimizará as dificuldades da aventureira travessia de Portugal, ao longo de 1041,5 quilómetros.
O segundo dia, por exemplo, levará a longa e colorida caravana até Sagres em verdadeira etapa rainha com 557,5 quilómetros (44 km em terra) o que, a uma média de 60 quilómetros por hora, levaria mais de nove horas a cumprir. Ora, contabilizando mais as talvez cerca de três horas e meia de paragens previstas pela organização, serão à volta de 13 as horas necessárias para cumprir a etapa!
Dificuldades que serão rapidamente esquecidas à vista da parte final do percurso, com surpreendente final, entre Portimão e Sagres, em ondulante estradinha entre verdejantes campos, trazendo à memória imagens de belas paisagens da… Escócia. Estradas boas e rápidas na segunda etapa, com a incontornável passagem em alguns centros históricos a quebrar a monotonia das longas rectas alentejanas numa etapa em linha que começa com interessante visita a Alcabideque, continua com bons pormenores do nosso país – castelo de Ourém, Torre das Águias, centro histórico de Alcáçovas – e acaba em imponente palco histórico, mesmo junto à Fortaleza de Sagres.
O Gabinete de Imprensa
10.º Portugal de Lés-a-Lés